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Os desafios da Indústria Farmacêutica em tempos de coronavírus



No Fluxxo Entrevista desta semana, conversamos com o Diretor da Rio Drog’s, Bruno Freire, uma grande distribuidora de medicamentos e HPC (Higiene pessoal, Perfumaria e Cosméticos) do Rio de Janeiro, para saber um pouco como a empresa está reagindo e quais ações eles estão tomando para se adequar a esse novo momento. Confira a seguir!


Bruno, você é diretor de uma das maiores distribuidoras farmacêuticas do Rio de Janeiro. Neste ano de 2020, a Rio Drog’s estava com diversas ações planejadas, mas tudo mudou de uma hora para outra por causa do coronavírus. Como vocês estão lidando com essa mudança?


Estamos tentando nos adaptar a cada momento. Brinco internamente dizendo que cada dia está sendo como uma semana. O cenário é de grande incerteza. Tenho focado em ações de curto prazo. Na minha opinião, realizar planejamento de médio e longo prazo é um grande jogo de “achismos” que pode levar a lugar nenhum, tendo como resultado apenas perda de energia e tempo. Estamos vivendo um verdadeiro carpe diem corporativo.


Quais são os principais impactos da pandemia no setor?


Infelizmente, a pandemia trouxe um impacto negativo muito grande para a economia, mas o setor farmacêutico não pode reclamar. A procura das pessoas por medicamentos está sendo enorme. A dificuldade está em conseguir atender a alta demanda e entregar as mercadorias. Diversos municípios tomaram medidas de restrição de tráfego de pessoas e veículos. Apesar de fazermos parte dos serviços essenciais, tivemos dificuldade para fazer entregas em algumas cidades.


Quais medidas a Rio Drog’s tomou para continuar atendendo as Farmácias e abastecendo a população do Rio de Janeiro?


Toda a área administrativa e comercial está trabalhando em home office, dando suporte aos nossos clientes e à operação. No setor de logística, adotamos medidas para preservar a saúde de nossos colaboradores. Colocamos à disposição álcool em gel, distribuição de máscaras, medição diária de temperatura, distribuição de multivitamínico para reforço da imunidade e conscientização sobre cuidados pessoais. Ou seja, nós nos reinventamos para continuar operando normalmente dentro das novas circunstâncias.


Como está sendo se adaptar às novas demandas por produtos farmacêuticos, vindas das farmácias e clientes?


A demanda de alguns produtos, principalmente os ligados à Covid-19, está sendo muito grande e a própria indústria está tendo dificuldade de produzir. Estamos reforçando nossos pedidos e realizando a venda, cotizando as quantidades entre os clientes. O objetivo é conseguir atender o maior número de farmácias do estado do RJ. Recebemos pedidos altos de alguns clientes. Se atendêssemos o pedido integralmente, acabaria com o estoque inteiro com poucos clientes. Então, tomamos essa medida pensando em dar acesso ao maior número possível de consumidores finais. Entendemos que a distribuição pode ajudar neste momento valendo-nos da capilaridade de entrega, fazendo os produtos chegarem a todos os lugares, mesmo que a quantidade seja pequena.


O que você acha que vai mudar no setor farmacêutico daqui em diante?


Teremos uma aceleração da digitalização do negócio. Novas tecnologias serão incorporadas e novas oportunidades irão surgir. Já estávamos fazendo nosso dever de casa com nossos canais eletrônicos. A impossibilidade de visitar presencialmente o cliente está acelerando esse movimento. Estamos tentando acelerar junto! Alguns projetos que estavam na gaveta já estão se tornando realidade. O relacionamento com o cliente se tornará cada vez mais digital, e o setor terá que se adaptar.


Como se preparar para o futuro pós-pandemia?


As empresas de sucesso serão aquelas que formarem uma equipe unida, comprometida e antenada com as novas tecnologias.



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